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A Motivação é interna

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A palavra motivação (derivada do latim motivus, movere, que significa mover) indica o processo pelo qual um conjunto de razões ou motivos explica, induz, incentiva, estimula ou provoca algum tipo de ação ou comportamento humano.

Motivação é uma expressão que indica um estado psicológico de disposição ou vontade de perseguir uma meta ou realizar uma tarefa. Dizer que uma pessoa está motivada significa dizer que esta pessoa apresenta disposição favorável ou positiva para atingir seu ideal.É uma força que se encontra no interior de cada pessoa e que pode estar ligada a um desejo. Uma pessoa pode estimular a outra e este estímulo ser transformado em motivação para quem o recebe. A probabilidade de que a pessoa siga uma orientação e resulte em uma ação desejável está diretamente ligada à força de um desejo.

 

 

MAITLAND (2002) é um dos poucos autores que se refere a importância das fontes internas de energia motivacional, implicitando a crença de que nada se pode fazer para conseguir a motivação de uma pessoa a não ser que ela mesma esteja envolvida de forma espontânea a este processo, sendo que todo desempenho supõe que duas condições sejam preenchidas:

• Que se seja capaz de executá-lo (aptidões);

• Que se tenha vontade (motivação).

 

Segundo MEGGINSON; MOSLEY; PIETRI JUNIOR (1998), a motivação é o processo de induzir uma pessoa ou um grupo, cada qual com necessidades e personalidades distintas, a atingir os objetivos da organização, enquanto tenta também atingir os objetivos pessoais.

 

Segundo especialistas da área de educação, os alunos tendem a se desencantar com a escola conforme avançam as séries. Já não se vê o brilho nos olhos de um jovem, como se encontra num pequeno da educação infantil, concluiu o trabalho da psicóloga Roseli Fernandes Lins Caldas, defendido na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em abril de 2000. Isso porque, na linguagem dos especialistas, a motivação pode ser de duas naturezas: intrínseca, quando o próprio conteúdo basta para gerar um interesse, e extrínseca, no caso dos elogios, notas ou prêmios. E quanto mais idade tem um aluno, mais importante fica a motivação intrínseca para que ele siga adiante.

 

Para Maria Apparecida Mamede-Neves (1999), a motivação resulta de uma variedade de necessidades, e é a necessidade dinâmica e persistente que determina o comportamento humano. Quando o indivíduo tem uma necessidade qualquer, isso rompe com o seu equilíbrio, com o seu ajustamento, o que causa tensão, insatisfação, inquietação e desconforto. Esses seriam os motivos que, interagindo entre si, levariam o indivíduo a agir, buscando restabelecer o equilíbrio, o ajustamento anterior. Sendo isso uma constante na vida do ser humano, essa busca do equilíbrio e do ajustamento se dá como um ciclo: um ciclo motivacional, esquematizado por Mamede-Neves na Figura 1.1

 

Figura 1.1. Esquema do ciclo de motivação (MAMEDE-NEVES, 1999)

 

Segundo Mouly, citado na obra de Nelson Piletti (1987, p. 64), são três as funções mais importantes dos motivos: ativar o organismo na tentativa de satisfazer suas necessidades; dirigir o comportamento para um objetivo - o mais adequado para a satisfação de determinada necessidade; selecionar e acentuar a resposta correta, quando uma situação semelhante se apresenta novamente.

A motivação é interna ou externa? Somos capazes de motivar alguém, ou de estimular para que a pessoa se auto-motive? Há alguns que pensam que motivação é algo inerente à própria pessoa, e que os outros, através de estímulos, podem facilitar esta pequena mudança de percepção que será responsável por uma mudança de comportamento. Também sou partidário desta hipótese.

Se pessoas reagem a estímulos e são capazes de se auto-motivar, então cabe uma reflexão a respeito de como estimulá-las para que estejam sempre motivadas. Qual a diferença entre motivar e influenciar? A primeira é uma reação a um estímulo, e ao segunda, uma ação sobre alguém, que pode ser um estímulo ou não. Por exemplo, quando se utilizam subterfúgios, manipulações e intimidações, estamos influenciando, mas não estimulando. O estímulo é sempre positivo. A influência, nem sempre.

Vamos então analisar os estímulos que podemos aplicar em nosso relacionamento com os outros para facilitarmos a auto-motivação deles. Dividem-se em seis grupos:

1 - Reconhecimento - Uma das maiores fontes de estímulo para as pessoas é serem reconhecidas, quer seja por seu trabalho, resultados ou esforço. Pessoas sentem necessidade de receber feedback para que se desenvolvam, e o reconhecimento é a principal forma de feedback. Muitas vezes um simples bom dia é suficiente para que a pessoa se sinta valorizada e reconhecida, ainda mais se este bom dia for sincero e dado num tom positivo. O sorriso também pode ter um grande efeito. Ambos são mais eficazes se acompanhados do "olho no olho". Coisas que negligenciamos no nosso corre corre diário.

2 - Atividades do trabalho - Quando podemos fazer algo desafiador, conhecemos os objetivos e o padrão esperado, sabemos a importância e o impacto que as atividades e seus resultados tem nos outros, nos clientes e na empresa como um todo, tal atividade passa a ser prazerosa, mesmo que tenhamos a impressão inicial de que ela seja chata.

3 - Oportunidades - Mesmo que alguém não goste de assumir riscos, deseja ter oportunidades. Boas oportunidades implicam em correr um certo risco, e em poder errar. Havendo chance para o aprendizado, o desenvolvimento, o erro, a participação nas decisões, no planejamento e na execução, o teste e a implementação das próprias idéias e a responsabilidade e a recompensa pelos resultados, haverá um contexto favorável para a motivação.

4 - Liderança - Ter alguém dando o exemplo através de ações consistentes e não só através das palavras é também importante fonte de estímulo. Sentir que há uma presença forte, visionária, apoiadora e exigente em uma medida equilibrada nos faz estarmos confiantes em nós mesmos e na organização. Auto-confiança é fundamental para a motivação. Confiança nos líderes ainda mais importante, pois canaliza esta auto-confiança para o alinhamento com os valores e crenças que são vividos na prática pela organização.

5 - Relacionamentos - Um ambiente de trabalho cooperativo, onde se enfatizem equilibradamente os feitos individuais e os da equipe, onde cada pessoa saiba que as necessidades do grupo se sobrepõem às dos indivíduos e onde haja um genuíno interesse de cada um nos outros como seres humanos, e não como recursos humanos.

6 - Qualidade de vida - Equilíbrio entre vida pessoal, profissional, social e espiritual, onde as urgências são quase inexistentes, há tempo para as atividades mais importantes e prioritárias, existem recursos disponíveis ou alternativas aceitáveis e o índice de estresse é quase nulo.

Podemos imaginar estes seis aspectos como sendo pontas de uma estrela tridimensional que gira sobre seu próprio eixo, a uma velocidade proporcional à quantidade de estímulos vindos de fora.

Murray (apud Bergamini, 1990) afirma que um motivo se divide em dois componentes: impulso e objetivo. Transpondo tal observação para um ambiente organizacional pode-se dizer que a motivação está relacionada à busca da auto-realização, seria os objetivos, e os caminhos percorridos para se chegar às metas subjetivamente preestabelecidas por cada indivíduo, seria o impulso. Esse impulso pode ser influenciado pelo ambiente externo, mas não deixará de ser parte de uma estrutura interna do indivíduo.

 

 

Segundo a teoria de Maslow :

 A motivação é interna e não externa.

 As necessidades são hierárquicas (seguem uma ordem de prioridade) .

 Uma necessidade uma vez satisfeita, não é mais um motivador.

Pode-se observar que cada pessoa tem um grau de interesse, desejo, habilidade aptidão para realizar suas atividades pessoais e profissionais.

Manter funcionários motivados, tentar que objetivos individuais sejam satisfeitos juntamente com os da organização, aumentar a produtividade, manter um espírito sadio de equipe, tem sido uma busca permanentemente pelos responsáveis em comportamento.

Certezas Provisórias

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